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Um grupo internacional de autores entrou com uma ação judicial contra a Meta, controladora do WhatsApp, acusando a empresa de fazer declarações enganosas sobre o nível de privacidade e segurança oferecido pelo aplicativo de mensagens.
O processo foi protocolado no dia 23 de janeiro de 2026 em um tribunal distrital dos Estados Unidos, em San Francisco, e questiona diretamente uma das principais promessas do WhatsApp: a privacidade.
Nos últimos anos, a Meta passou a apresentar a criptografia “end-to-end” como um elemento central do WhatsApp. Segundo a empresa, esse sistema garante que apenas o remetente e o destinatário de uma conversa consigam acessar o conteúdo das mensagens, impedindo qualquer tipo de leitura por terceiros.
A criptografia de ponta a ponta serve para que nem mesmo as pessoas por trás do WhatsApp possam ler as suas mensagens privadas. Ou pelo menos essa é a promessa.
O aplicativo reforça essa mensagem dentro das conversas, informando aos usuários que apenas as pessoas naquele chat podem ler, ouvir ou compartilhar o conteúdo trocado. A empresa também afirma que esse tipo de proteção vem ativado por padrão.
Os autores da ação, no entanto, contestam essa narrativa. O processo sustenta que a Meta e o WhatsApp armazenam e analisam o conteúdo das comunicações e que, na prática, conseguem acessar mensagens que seriam supostamente privadas.
Com isso, a empresa é acusada de induzir bilhões de usuários ao erro ao promover uma sensação de confidencialidade que não corresponderia à realidade.
O grupo de autores inclui pessoas de países como Brasil, Austrália, Índia, México e África do Sul.
A denúncia menciona a existência de denunciantes que teriam ajudado a revelar essas práticas, embora o processo não traga detalhes sobre quem seriam essas fontes ou qual teria sido exatamente sua participação.
Os advogados dos autores pediram que o caso seja reconhecido como uma ação coletiva, o que poderia ampliar significativamente o alcance do processo.
Nesta segunda-feira (26), duas notáveis figuras públicas do setor se pronunciaram sobre o caso: o fundador e CEO do Telegram, aplicativo de mensagens concorrente do WhatsApp e o dono do X, Elon Musk. Em uma mensagem ácida compartilhada no X, Pavel Durov disse:
“É preciso ser burro para acreditar que o WhatsApp é seguro em 2026. Quando analisamos como o WhatsApp implementou a sua ‘encriptação’, descobrimos vários vetores de ataque.”
Musk também quis deixar o seu recado, reafirmando a suposta insegurança do WhatsApp:
“WhatsApp não é seguro. Mesmo o Signal é questionável.”
Outros participantes do mercado contestaram as críticas de Durov e Musk. Leia mais sobre a guerra dos apps de mensagens no nosso post sobre a SimpleX.
Em resposta, a Meta classificou a ação judicial como infundada. Um porta-voz da empresa afirmou que o processo carece de mérito e que a companhia pretende buscar sanções contra os advogados responsáveis pela acusação.
Segundo a Meta, qualquer alegação de que as mensagens do WhatsApp não são criptografadas é falsa. A empresa reforça que o aplicativo utiliza, há cerca de uma década, um sistema de criptografia de ponta a ponta baseado no protocolo Signal, amplamente reconhecido na comunidade de segurança digital.
“Este processo é uma obra de ficção frívola”, disse o porta-voz do WhatsApp.
No X, o WhatsApp se pronunciou publicamente reafirmando que as mensagens no aplicativo são privadas e que usam o protocolo de código aberto Signal para encripta-las.
“Encriptação acontece no seu aparelho. Mensagens são encriptadas antes de deixar o seu aparelho. Apenas o recipiente tem a chave para descriptografar as mensagens. As chaves criptográficas não são acessíveis para o WhatsApp ou a Meta. Qualquer alegações em contrário são falsas.”