MARA Holdings sobe 13% apesar de prejuízo bilionário; foco vira IA e infraestrutura
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As ações da MARA Holdings (MARA) registraram alta de 13% no pré-mercado nesta sexta-feira (27 de fevereiro de 2026). O movimento ocorre mesmo após a gigante da mineração de Bitcoin reportar um prejuízo líquido de US$ 1,71 bilhão no quarto trimestre de 2025. O otimismo dos investidores foi impulsionado pelo anúncio de uma guinada estratégica: a transformação da companhia em uma provedora de infraestrutura para Inteligência Artificial (IA) e computação de alto desempenho (HPC).
Prejuízo bilionário impulsionado pelo valor justo do Bitcoin
O resultado financeiro do 4º trimestre de 2025 foi marcado por uma volatilidade extrema. O prejuízo de US$ 1,71 bilhão (US$ 4,52 por ação) reverteu o lucro de US$ 528,3 milhões do mesmo período em 2024.
De acordo com o balanço enviado à SEC, o principal detrator foi uma desvalorização de US$ 1,5 bilhão no valor contábil dos ativos digitais. Sob as novas regras de contabilidade de valor justo, a MARA precisou ajustar suas reservas de Bitcoin após a moeda recuar de cerca de US$ 114.000 em setembro para US$ 88.000 no fechamento de dezembro.
Principais indicadores financeiros (4T25):
- Receita: US$ 202,3 milhões (queda de 6% ano a ano).
- Produção de Bitcoin: 2.011 BTC minerados (queda de 6% vs 3T25).
- Reservas totais: 53.822 BTC (avaliados em aproximadamente US$ 4,7 bilhões).
Aposta em IA: Parceria com Starwood e aquisição da Exaion
O mercado ignorou o prejuízo contábil para focar na expansão da MARA além da mineração pura. A empresa anunciou uma joint venture estratégica com a Starwood Digital Ventures para converter seus locais ricos em energia em centros de dados de próxima geração.
- Capacidade de Gigawatts: A fase inicial visa 1 GW de infraestrutura de TI, com potencial para expandir até 2,5 GW.
- Flexibilidade de Carga: A MARA manterá até 50% de participação nos projetos, permitindo alternar cargas de trabalho entre mineração de Bitcoin e processamento de IA conforme a lucratividade do momento.
Complementando a transição, a MARA finalizou a aquisição de 64% da Exaion, empresa europeia especializada em soluções de nuvem e IA. O movimento posiciona a mineradora como uma “fábrica de IA”, aproveitando contratos de energia barata para atender a crescente demanda por treinamento e inferência de modelos de linguagem.
Contexto de Mercado
A estratégia da MARA reflete uma tendência setorial. Com as margens de mineração pressionadas após o último halving e o aumento da dificuldade da rede, mineradoras como Core Scientific e TeraWulf também estão pivotando para o setor de HPC. Nos últimos seis meses, as ações da MARA acumularam queda de 45%, mas a recepção positiva ao novo plano de IA sugere uma possível recuperação na confiança dos acionistas em 2026.














