BlackRock perde US$ 20 bilhões em cripto no primeiro trimestre de 2026

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O portfólio cripto da BlackRock encerrou o primeiro trimestre de 2026 valendo US$ 57,89 bilhões, contra US$ 78,36 bilhões em 1º de janeiro. Uma queda de US$ 20,47 bilhões, ou 26,12%, em noventa dias.

Os dados foram calculados pelo Finbold a partir da plataforma de inteligência blockchain Arkham e publicados em 8 de abril.

Portfólio cripto BlackRock

Acumularam BTC na queda

Bitcoin (BTC) foi o principal impulsionador da queda em termos absolutos. O preço caiu de US$ 88.341 para US$ 65.982 ao longo do trimestre, um recuo de 25,31%. Como resultado, o valor das posições em BTC da BlackRock saiu de US$ 68,05 bilhões para US$ 51,81 bilhões, uma perda de US$ 16,24 bilhões.

A quantidade de Bitcoin, porém, cresceu: de aproximadamente 770.290 BTC para 785.240 BTC, um aumento de 14.950 BTC no período. Queda de preço, mas acumulação da moeda.

A história foi diferente para o Ethereum (ETH). O preço caiu 33,12%, de US$ 2.966 para US$ 1.983. E desta vez a quantidade também diminuiu: de 3,47 milhões de ETH para 3,06 milhões, uma redução de 410.750 ETH.

A posição em dólar saiu de US$ 10,31 bilhões para US$ 6,08 bilhões. Ao contrário do Bitcoin, o Ethereum da BlackRock sofreu tanto com o preço quanto com saídas líquidas — distribuição ativa, não apenas marcação a mercado.

Para referência, o último trimestre de 2025 foi ainda mais severo: o portfólio caiu US$ 26,44 bilhões naquele trimestre. O primeiro trimestre deste ano representou uma desaceleração do ritmo de perda, ainda que o ambiente de mercado tenha permanecido adverso.

O dinheiro não é da BlackRock

Apesar de se tratar do portfólio de criptomoedas da BlackRock, de fato esses não são recursos da BlackRock. São ativos dos cotistas do IBIT e do ETHA — o iShares Bitcoin Trust e o iShares Ethereum Trust — mantidos em custódia pela BlackRock na qualidade de emissora dos ETFs.

Quando o portfólio cripto “da BlackRock” cai US$ 20 bilhões, o que aconteceu foi que US$ 20 bilhões saíram do patrimônio líquido de dezenas de milhares de investidores que compraram esses produtos — fundos de pensão, family offices, investidores de varejo via corretora. A BlackRock cobra uma taxa de administração sobre esse patrimônio. Ela não carrega o risco de preço.

O aumento de 14.950 BTC no trimestre, por sua vez, reflete entrada líquida de capital no IBIT — investidores comprando cotas do ETF mesmo durante a queda de preço. É um sinal de convicção institucional, não de compra proprietária da gestora. A diferença importa para quem lê o dado querendo entender o comportamento dos grandes players.

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