Desde o conflito com o Irã, Bitcoin subiu 12%, enquanto S&P e ouro caíram

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Desde 28 de fevereiro, quando os EUA e Israel iniciaram os ataques ao Irã, o Bitcoin acumulou alta de 12%. No mesmo período, o S&P 500 caiu 4% e o ouro recuou 16%, de acordo com dados da River compilados até 23 de março.

O desempenho do ouro chama atenção porque o metal é historicamente visto como o ativo de proteção geopolítica. Neste conflito, porém, ele operou na contramão, possivelmente pressionado pelo fortalecimento do dólar e pela liquidação de posições em commodities durante os primeiros dias da crise. O Bitcoin, ao contrário, absorveu o choque e subiu.

A River colocou esse dado em perspectiva histórica. Em seis grandes eventos geopolíticos ou de estresse financeiro dos últimos seis anos, o Bitcoin teve retorno positivo em todos eles nos 60 dias seguintes.

Na escalada EUA-Irã de janeiro de 2020, subiu 20%. Na crise bancária regional americana de março de 2023, subiu 32%. No “Liberation Day” de Trump em abril de 2025, subiu 24%. O único evento em que o Bitcoin teve desempenho medíocre foi o unwinding do carry trade do iene em agosto de 2024, com apenas 3%, mas mesmo aí ficou positivo.

O conflito atual, com +12% em menos de 30 dias, está dentro do padrão.

O sinal dos holders de longo prazo

O segundo gráfico, publicado pelo analista @frankafetter a partir de dados da Checkonchain, mostra algo que a comunidade on-chain acompanha de perto: os holders de longo prazo pararam de vender.

O padrão se repetiu três vezes no ciclo atual. O preço sobe, os holders vendem progressivamente, o preço começa a cair, e em algum ponto a venda para — geralmente próximo ao fundo. Depois disso, o preço retoma a subida. Os três pares “selling/stop” visíveis no gráfico correspondem aproximadamente a US$ 58 mil, US$ 78 mil e US$ 60 mil.

O gráfico atual mostra a linha de distribuição de holders de longo prazo caindo para os menores níveis do ciclo — com uma seta apontando para cima, sugerindo que a fase de acumulação pode estar recomeçando.

“Eles tendem a parar de vender logo antes de um fundo ser formado”, escreveu Frank. “É meio que ovo e galinha, porque a venda secando ajuda a criar o próprio fundo.”

Ou seja: quando os holders mais experientes param de distribuir, a pressão vendedora cai, e o mercado fica mais suscetível a se recuperar com qualquer impulso de demanda, inclusive o que tem vindo dos ETFs, que registraram entradas líquidas positivas nas últimas três semanas.

Os dois gráficos contam a mesma história por ângulos diferentes: o Bitcoin está se comportando como ativo de reserva em contexto geopolítico, e os que mais têm histórico no mercado de BTC estão segurando.

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