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Seguir recomendações de investimento aleatórias nas redes sociais é a receita para o fracasso no universo das criptomoedas. Para que você filtre todo o ruído, mostrarei como encontrar e ler ferramentas de análise on-chain para extrair valiosas informações e avaliar o comportamento dos investidores e ciclos de mercado.
Neste artigo, você vai entender:
As análises on-chain são estudos que levam em conta dados do blockchain, como:
Diferente da análise técnica tradicional (que olha apenas para preço e volume e procura por padrões), a análise on-chain observa o que os participantes do mercado estão fazendo na rede principal do Bitcoin.
A análise on-chain não desconsidera fatores externos como preço. De fato, a cotação do BTC é levada em conta em diversos gráficos para estimar se os investidores estão no lucro, o quanto os mineradores estão gerando de receita, entre outras coisas.
Algumas análises, como o famoso “Fear and Greed Index”, leva em consideração até manifestações em redes sociais e pesquisas no Google através do Google Trends.
Todos esses dados podem ser úteis para:
Em contrapartida, por se basearem exclusivamente na movimentação registrada no blockchain, as análises on-chain podem não capturar eventos relevantes que ocorrem fora da rede principal — como operações internas em exchanges, movimentos de grandes fundos ou transações em soluções de segunda camada.
Por esse motivo, muitos analistas optam por integrar dados off-chain aos dados on-chain, construindo análises mais completas e contextualizadas do mercado.
Hoje existem diversas plataformas que agregam e interpretam dados on-chain. Algumas das mais conhecidas são:
Esse indicador mede o sentimento geral do mercado, variando de:
Essa ferramenta combina diferentes métricas para estimar o sentimento predominante do mercado, entre elas:
Historicamente, períodos de medo extremo tendem a coincidir com regiões de preço mais atrativas para compras de longo prazo.

MVRV é a sigla para Market Value to Realized Value e representa a relação entre o valor de mercado atual do Bitcoin e o valor realizado, isto é, o preço médio efetivamente pago pelos investidores. Para esse cálculo, considera-se que o “custo” de cada moeda é o preço do BTC no momento em que ela foi movimentada pela última vez no blockchain.
Uma interpretação comum diz que:
Esse é um dos indicadores mais usados para identificar fundos e topos de ciclo.

Visualmente, o indicador destaca em vermelho regiões onde o preço do BTC tende a estar esticado, enquanto o verde aponta zonas em que o preço esteve historicamente baixo.
O Realized Price, ou simplesmente preço realizado, representa o preço médio de compra de todos os bitcoins em circulação. Ele é usado na fórmula do Z-Score do gráfico anterior.
O Realized Price é calculado dividindo o Realized Cap (valor agregado de todas as moedas pelo preço da última movimentação) pela quantidade de bitcoins em circulação.
Na prática, quando o Realized Price está abaixo do preço atual do BTC, isso indicaria que a maioria dos investidores está em lucro. Por outro lado, quando o Realized Price fica acima do preço de mercado, significa que grande parte dos participantes estaria operando no prejuízo.

Os raros momentos em que o preço do BTC fica abaixo da linha do preço realizado marcaram as maiores baixas do mercado. Em outras palavras, oportunidades únicas de compra para quem tinha dinheiro e coragem em época de capitulação dos investidores.
Para encerrar os exemplos de indicadores on-chain (lembrando que existem muitos outros), vale destacar um que leva em conta diretamente a mineração de Bitcoin.
O Puell Multiple parte da premissa de que os mineradores precisam vender parte de suas moedas no mercado para custear a operação (equipamentos e energia elétrica) e, por isso, a receita gerada por eles tende a exercer influência sobre a cotação do BTC.
O indicador é resultado da divisão entre o valor diário de emissão de bitcoins (em dólares) pela média móvel de 365 dias do valor diário de emissão.
Em outras palavras, o múltiplo de Puell observa se a receita dos mineradores está acima ou abaixo da média anual.

No gráfico, as faixas de cor ajudam a contextualizar os extremos do indicador: a zona vermelha sinaliza períodos de alta receita para os mineradores, enquanto o verde indica momentos de receita historicamente baixa.
Ok, você já entendeu que dados on-chain são úteis para visualizar ciclos de mercado do Bitcoin. O problema é que identificar topos e fundos olhando para o passado não adianta. O verdadeiro desafio é transformar essas informações em decisões melhores daqui para frente.
Uma aplicação prática é integrar análises on-chain à estratégia de DCA, condicionando os aportes mensais ao “acionamento” de critérios objetivos definidos a partir dos seus indicadores favoritos.
O DCA (Dollar Cost Averaging), para quem ainda não conhece, é uma das estratégias mais utilizadas para investir em BTC. Dada a alta volatilidade do ativo, as compras são distribuídas ao longo do tempo, suavizando o impacto das oscilações e resultando em um preço médio entre altas e baixas.
Consiste em comprar Bitcoin em intervalos fixos (todo mês, por exemplo), independentemente do preço ou do contexto do mercado.
Vantagens:
Desvantagens:
Aqui o investidor também compra frequentemente um valor determinado, mas apenas nos meses que os indicadores escolhidos estiverem em zona atraente.
Fica a critério de cada investidor se prefere comprar todos os meses, mas ajustando o tamanho das compras com base em métricas on-chain, ou outra variação da estratégia.
Vantagens:
Desvantagens:
Quer saber como isso poderia funcionar na prática? Fizemos um backtest usando apenas o indicador de Medo e Ganância para saber o quanto o DCA condicionado à análise poderia fazer diferença. Veja os resultados nesta thread no X:
Ferramentas de análise on-chain não servem para prever movimentos de curto prazo, mas sim para reduzir ruído, emoção e decisões impulsivas. Elas ajudam o investidor a entender em que ponto do ciclo o mercado provavelmente se encontra, oferecendo referências históricas objetivas sobre preço, comportamento dos investidores e condições de medo ou euforia.
Integrar esses dados a uma estratégia simples, como o DCA, pode ser uma forma eficiente de melhorar a relação risco-retorno ao longo do tempo. O DCA condicionado por métricas on-chain busca alocar mais capital em momentos de maior assimetria, evitando compras excessivas em períodos historicamente esticados.
No fim das contas, a melhor estratégia é aquela que você consegue seguir por anos, com regras claras e consciência dos riscos. O planejamento, estudo e autocontrole são essenciais para qualquer investidor, e se basear menos em narrativas de curto prazo faz bem para a carteira e o emocional.
Importante: nada aqui se trata de recomendação de investimento. O objetivo do artigo é puramente educativo.
Quer aprofundar seu entendimento sobre Bitcoin e soberania financeira? Se você ficou com alguma dúvida, quer organizar melhor seus estudos ou entender como utilizar ferramentas soberanas de forma prática e segura, preencha o formulário abaixo.