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Dólar, euro, real, peso mexicano, ouro, prata, ações americanas… a lista de ativos tokenizados em blockchain é imensa, e chegou a vez das esmeraldas.
Embora o mercado de esmeraldas não seja tão líquido quanto o de ouro, a valorização das esmeraldas eclipsou totalmente o metal dourado. Entre 2013 e 2023, as esmeraldas valorizaram cerca de 60% enquanto o ouro cresceu apenas 5%, mantendo sua estabilidade tradicional.
Agora, uma empresa de Dubai especializada em mineração de esmeralda decidiu tokenizar seus recursos criando o VEREM (Verified Emeralds). Possibilitando assim, uma forma fácil para investidores incluírem a pedra preciosa em suas diversificações.
Apesar de ser uma novidade, com o início das negociações do token em dezembro de 2025, o VEREM já enxerga uma valorização de 522%, saindo de US$ 13,85 para US$ 86,29 por unidade do ativo.
Com 50 milhões de tokens em circulação, o ativo possui mais de 4,3 bilhões de dólares em capitalização de mercado.

No momento da escrita deste artigo, o VEREM era negociado nas exchanges de criptomoedas MEXC, Weex e BitMart. O token atualmente apresenta maior volume de negociações na MEXC, onde os traders movimentaram US$ 1 milhão nas últimas 24 horas.
O VEREM é um projeto de RWA (Real-World Assets) cujo objetivo é tokenizar esmeraldas reais, criando um token lastreado em gemas físicas certificadas, auditadas e custodiadas por empresas externas.
O projeto tenta resolver um problema clássico: ativos físicos valiosos são difíceis de fracionar, auditar e transferir globalmente.
Ao usar o blockchain da BNB Chain, o VEREM transforma esse ativo físico em um instrumento digital negociável e integrado com DeFi, mas ainda mantendo um vínculo direto com o bem real.
Ou seja, o criptoativo se assemelha às stablecoins no sentido de que seu valor é diretamente ligado ao seu lastro em ativos reais, mas não apresenta estabilidade como uma moeda fiduciária.
As esmeraldas, porém, são extremamente escassas, com demanda global e histórico de valorização. Diferente de commodities altamente inflacionáveis, gemas naturais possuem:
Estar baseado em um ativo real também significa que o principal ponto crítico não é o blockchain, mas sim a confiança na custódia, auditoria e governança off-chain.
Para endereçar a questão da governança, o projeto propõe uma estrutura de Organização Autônoma Descentralizada (DAO, na sigla em inglês), onde detentores do token podem participar de decisões relacionadas ao projeto. Isso inclui:
Na prática, como em toda DAO, a efetividade depende:
Para transparência, as operações, propostas e decisões são gravadas no blockchain de forma imutável.
O VEREM representa uma tendência clara do mercado: levar ativos físicos escassos para dentro do blockchain, tentando unir valor real e liquidez digital.
A proposta é interessante, especialmente para quem acompanha o avanço dos RWAs. Ainda assim, o sucesso do projeto depende muito menos da tecnologia em si e muito mais da execução no mundo real.
Em um mundo cada vez mais monitorado, inflacionado e centralizado, não é surpresa que iniciativas como essa despertem atenção.
Cabe a cada um fazer o que sempre defendemos aqui: fazer sua própria pesquisa e tomar suas próprias decisões.
Esse post não representa indicação de investimento.