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O primeiro trimestre de 2026 foi de queda para os caixas eletrônicos de Bitcoin em praticamente todas as regiões. Dados do Coin ATM Radar e do MarketSleek mostram que o mercado global perdeu 597 máquinas entre janeiro e abril de 2026, fechando o período com 38.928 unidades ativas ao redor do mundo.
Os Estados Unidos concentram 77,7% de todos os ATMs de cripto do mundo — 30.247 das 38.928 máquinas globais. E foi lá que a queda foi mais intensa.


O país começou o ano com 30.788 ATMs em 1º de janeiro, subiu para 30.997 em fevereiro e para 31.042 em março, e então despencou para 30.229 em 1º de abril. O resultado líquido do trimestre foi uma perda de 559 máquinas, ou -1,82%.
Para dar escala: o mercado americano está perdendo ATMs de Bitcoin a uma média de 6,2 máquinas por dia. Para comparação, no mesmo período de 2025 a queda foi de apenas 328 unidades (-1,08%). A contração do Q1 2026 foi mais intensa do que a do ano anterior.
Os dez maiores operadores do mundo controlam 78,2% de todas as máquinas. O maior deles é o Bitcoin Depot, com 9.246 unidades (23,8% do mercado global), seguido por Coinflip (5.493 máquinas) e Athena Bitcoin (4.045). Canadá é o segundo maior mercado nacional, com 3.839 ATMs, mas isso ainda é menos de 13% do total americano.
Na Europa, a queda foi menor em termos absolutos, mas igualmente significativa como mudança de tendência. O continente encerrou o Q1 2026 com 1.754 ATMs, contra 1.785 no início do período — uma queda de 31 unidades e -1,74%.

O contraste com o ano anterior é o dado mais relevante: no Q1 2025, a Europa havia crescido de 1.680 para 1.771 ATMs, uma expansão de +5,42%. A virada de +5,42% para -1,74% em doze meses é um sinal claro de que o ritmo de expansão da infraestrutura física de cripto no continente reverteu.
Dentro da Europa, o quadro é misto. A Espanha lidera com 374 ATMs no total, mas registrou queda de 5,8% no trimestre. A Polônia, ao contrário, cresceu 7,8% — de 243 para 262 máquinas. Itália tem 215, Romênia 174 e Alemanha 136.
O movimento de queda no Q1 2026 aconteceu logo depois de um período de expansão. No final de outubro de 2025, o mundo havia chegado a 39.586 ATMs de cripto — o maior nível desde dezembro de 2022. O pico histórico de quase 40.000 máquinas (dezembro de 2022) nunca foi superado. O mercado chegou perto, recuou.
A interpretação mais provável não é que o Bitcoin esteja perdendo relevância como meio de troca físico. É que o mercado de ATMs está em consolidação: operadores menores estão saindo, os maiores concentrando mais participação, e as máquinas restantes tendem a estar em locais de maior tráfego. Isso é consistente com o fato de que os dez maiores operadores já controlam quase 80% do mercado global.
O número de 40.000 ATMs no mundo — que parecia próximo em outubro de 2025 — continua fora de alcance por enquanto.