Strategy compra mais US$ 2 bilhões em Bitcoin e ultrapassa a BlackRock em reservas de BTC

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A Strategy divulgou nesta segunda-feira, 18 de maio, um formulário junto à SEC informando a compra de 24.869 Bitcoin entre 11 e 17 de maio. O preço médio de aquisição foi de US$ 80.985 por unidade, totalizando US$ 2,01 bilhões — período em que o Bitcoin era negociado próximo de US$ 80 mil.

Com a adição, a empresa de Michael Saylor acumula agora 843.738 BTC adquiridos por aproximadamente US$ 63,87 bilhões, a um custo médio de US$ 75.700 por moeda. Ao preço atual, as reservas estão avaliadas em cerca de US$ 65,3 bilhões — o que coloca a Strategy com lucro não realizado de pouco mais de US$ 1,4 bilhão sobre o total investido.

Como a compra foi financiada

O mecanismo de financiamento é o dado mais relevante desta operação. Cerca de 97% dos recursos vieram da venda de ações preferenciais perpétuas STRC — aproximadamente US$ 1,95 bilhão com a venda de 19,5 milhões de ações. As ações ordinárias classe A (MSTR) responderam por apenas US$ 83,7 milhões, com a venda de 430 mil ações.

O padrão se repete: compras recentes de grande volume têm sido financiadas prioritariamente por instrumentos de dívida ou preferenciais, preservando a base de acionistas ordinários de diluição excessiva. A aquisição de 34.164 BTC feita anteriormente neste ano, a terceira maior da história da empresa, seguiu a mesma estrutura.

Strategy ultrapassa a BlackRock

O marco mais simbólico desta semana: com 843.738 BTC, a Strategy agora supera a BlackRock como maior detentora de Bitcoin do mundo. A maior gestora de ativos do mundo mantém cerca de 817 mil BTC em nome de clientes do ETF iShares Bitcoin Trust — um estoque que tecnicamente não pertence à BlackRock, mas que é custodiado por ela. A Strategy detém o Bitcoin em balanço próprio.

É uma comparação com nuances importantes. Os BTC da BlackRock são propriedade de milhares de investidores do ETF. Os da Strategy são do balanço patrimonial da empresa. Mas como marco de acumulação corporativa, é significativo.

Saylor abre uma porta polêmica

Recentemente o CEO também trouxe uma mudança de tom relevante: durante a teleconferência de resultados, Saylor indicou que a Strategy poderia vender Bitcoin em determinadas circunstâncias para proteger o valor de longo prazo do ativo. Disse que seguir rigidamente uma política de “nunca vender” poderia, com o tempo, prejudicar exatamente o ativo que a empresa foi construída para acumular.

É uma abertura que contrasta com anos de comunicação absolutista sobre manutenção incondicional das reservas. Não é uma sinalização de venda iminente — e a compra de US$ 2 bilhões na mesma semana reforça isso. Mas é a primeira vez que Saylor enquadra publicamente a possibilidade de venda como ferramenta legítima de gestão de reservas.

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