Com uso amplamente legal, stablecoins se consolidam como elo entre bancos e blockchain

Share your love

As stablecoins deixaram de ser apenas instrumentos auxiliares do mercado cripto e passaram a ocupar um lugar de destaque no mundo digital. É o que indica um recente relatório da TRM Labs, que analisa a expansão dessas moedas digitais pareadas a ativos como o dólar.

Uma das conclusões principais do estudo é: o uso é amplamente legítimo e o componente ilícito representa uma fração mínima do volume total transacionado.

Segundo a pesquisa, mais de 99,5% do volume movimentado em stablecoins está associado a atividades consideradas legais. O dado reforça a leitura de que esses ativos vêm sendo integrados à economia formal, funcionando como camada operacional entre o sistema bancário tradicional e as blockchains.

Infraestrutura financeira global

O relatório destaca que as stablecoins atingiram escala significativa nos últimos anos, sendo amplamente utilizadas para liquidação internacional, remessas, arbitragem entre plataformas, proteção contra volatilidade e integração com serviços financeiros regulados.

Em vez de permanecerem restritas a nichos especulativos, esses ativos passaram a servir como meio de liquidação digital em mercados globais. Stablecoins como USDT e USDC tornaram-se peças centrais da infraestrutura do mercado cripto, oferecendo previsibilidade de valor em um ambiente volátil.

Ao manterem lastro com moedas fiduciárias, essas stablecoins facilitam a transição de capital entre bancos, fintechs, exchanges e protocolos descentralizados, operando como uma “ponte” tecnológica entre os dois mundos financeiros.

Uso ilícito marginal e rastreável

Embora atividades ilegais existam, o estudo aponta que elas representam menos de 0,5% do volume total e estão altamente concentradas em redes e grupos específicos. Em vez de um problema difuso e estrutural, o relatório descreve um padrão de concentração que permite maior capacidade de monitoramento e intervenção.

categorias de transações ilícitas com stablecoins
Sanções e golpes estão entre as categorias majoritárias das transações ilícitas com stablecoins. Fonte: TRM Labs

A própria arquitetura das stablecoins, especialmente aquelas emitidas por entidades centralizadas, permite congelamento de ativos e bloqueio de endereços associados a sanções ou crimes financeiros. Segundo a análise, essa característica contribui para limitar a expansão do uso ilícito e reforça a cooperação entre emissores, autoridades e empresas de compliance.

O relatório também contextualiza a expansão das stablecoins dentro de um ambiente regulatório mais atento. À medida que governos discutem marcos legais específicos para esses ativos, o setor apresenta dados que indicam predominância de uso legítimo e crescente integração com instituições financeiras tradicionais.

O estudo da TRM Labs desafia a ideia de que stablecoins seriam dominadas por atividades criminosas. Embora reconheça riscos e a necessidade de monitoramento contínuo, a análise sustenta que o mercado é majoritariamente composto por transações legítimas.

Com crescimento acelerado, integração ao sistema financeiro e mecanismos de controle mais robustos, as stablecoins parecem estar atravessando uma fase de consolidação: deixam de ser um experimento e assumem posição estratégica como elo operacional entre bancos e o mundo digital.


Quer aprofundar seu entendimento sobre Bitcoin e soberania financeira? Se você ficou com alguma dúvida, quer organizar melhor seus estudos ou entender como utilizar ferramentas soberanas de forma prática e segura, preencha o formulário abaixo.

Formulário Geral

Compartilhe:

Atualizações da newsletter

Entre seu e-mail abaixo para receber as novidades

Stay informed and not overwhelmed, subscribe now!