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A crise monetária argentina abriu espaço para que o país se tornasse um experimento para uso de ativos digitais. Inflação crônica, controles cambiais rígidos e acesso limitado a moedas fortes empurraram milhões de pessoas para fora do sistema financeiro tradicional, e as stablecoins preencheram esse vácuo.
A inflação anual no país sul-americano passou de 200% em 2023 e chegou ao pico de 292% em 2024. E embora tenha caído mais recentemente com as reformas econômicas do governo Milei, ainda está em cerca de 30%, considerada bem alta para padrões normais.

Dessa forma, o uso de ativos digitais não nasceu na Argentina apenas de uma aposta ideológica ou esperança de valorização. De fato, a adoção de cripto surgiu como resposta direta à falha do dinheiro estatal em cumprir suas funções básicas: preservar valor e oferecer previsibilidade para as trocas voluntárias.
O resultado é um ecossistema onde dólares digitais circulam com naturalidade, tanto para proteger patrimônio quanto para viabilizar pagamentos do dia a dia.
O ponto central da adoção argentina é funcional. Stablecoins são usadas porque funcionam, não porque entregam algum ganho especulativo.
Em um ambiente onde o peso perde valor de forma contínua, manter saldo em stablecoins atreladas ao dólar tornou-se uma forma prática de defesa comum. Mais do que isso: esses ativos passaram a ser usados para pagar serviços, liquidar acordos informais, enviar dinheiro para fora do país e manter operações comerciais minimamente previsíveis.
Essa dinâmica transformou o dólar digital em algo diferente de um simples hedge. Ele passou a atuar como moeda operacional, circulando paralelamente ao sistema oficial, mas com mais eficiência e menos fricção.
Rocelo Lopes, CEO da Iniciativa Global para Stablecoins da RezolveAI, comparou o fenômeno com uma linguagem comum entre sistemas:
“[As stablecoins] funcionam como uma linguagem comum entre sistemas diferentes. São estáveis, operam 24 horas por dia e permitem a liquidação global sem depender do circuito bancário tradicional. Isso muda completamente a dinâmica de pagamentos em mercados emergentes”
O uso de cripto na Argentina não está restrito a perfis técnicos ou investidores experientes. Ele se espalha porque atende necessidades concretas da economia real.
Profissionais liberais receberam por muito tempo em stablecoins para escapar da conversão forçada ao câmbio oficial, especialmente durante os períodos mais rígidos do controle cambial. Famílias usam dólares digitais até hoje como reserva de curto prazo, substituindo grande parte das burocracias bancárias.
Esse comportamento cria uma economia paralela funcional, onde o critério principal deixa de ser conformidade ideológica e passa a ser eficiência prática.
Com a maturidade do uso, o debate deixa de girar em torno de “qual cripto usar” e passa a se concentrar em como o valor circula. Como converter moeda local em ativo digital e vice-versa? Como garantir previsibilidade e menos fricção aos pagamentos?
Essa mudança de foco é crucial. Stablecoins deixam de ser vistas como produtos isolados e passam a ser entendidas como camadas de infraestrutura, conectando economias locais a um sistema financeiro global digital.
O que acontece hoje na Argentina antecipa discussões que outros países da América Latina ainda estão começando a enfrentar.
Inflação alta, moedas frágeis, sistemas bancários caros e pouco acessíveis formam um terreno fértil para soluções híbridas, que combinam pagamentos locais com liquidação digital global. Não por acaso, a região se tornou um dos polos mais avançados na adoção prática de stablecoins.
Nesse contexto, a Argentina funciona como um laboratório em tempo real: mostra como o dinheiro digital se integra ao cotidiano quando a alternativa estatal falha.
A experiência argentina mostra que stablecoins e criptomoedas não prosperam por discurso ou marketing, mas por resolverem falhas reais do sistema monetário. É essa lógica prática que começa a se espalhar pelo resto da América Latina, inclusive no Brasil com DePix, USDt e Bitcoin.
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