Harvard reduces position in Bitcoin and buys Ethereum ETF shares

Share your love

A Harvard Management Company fez ajustes relevantes em sua alocação em criptoativos no quarto trimestre do ano fiscal de 2025. Segundo documento regulatório divulgado na sexta-feira, o fundo iniciou sua primeira posição pública ligada ao Ethereum e, ao mesmo tempo, reduziu sua exposição ao Bitcoin (BTC).

Foram adquiridas 3,87 milhões de ações do iShares Ethereum Trust, da BlackRock, avaliadas em US$ 86,8 milhões em 31 de dezembro. Trata-se do primeiro investimento público da instituição com exposição direta ao Ethereum (ETH).

Em paralelo, a posição no iShares Bitcoin Trust foi reduzida de 6,81 milhões para 5,35 milhões de ações — uma queda de aproximadamente 1,48 milhão de papéis, equivalente a 21%. Ainda assim, o Bitcoin permanece como a maior posição acionária divulgada por Harvard, superando participações em empresas como Alphabet, Microsoft e Amazon. Ao fim do trimestre, a exposição combinada aos dois ETFs de cripto somava US$ 352,6 milhões.

O movimento ocorreu em meio a forte volatilidade no mercado. Após atingir um pico próximo de US$ 126 mil em outubro de 2025, o Bitcoin encerrou dezembro cotado a US$ 88.429, de acordo com dados do Bitcoin Magazine. No mesmo período, o Ethereum acumulou recuo de cerca de 30%.

A Harvard Management Company (HMC) é a gestora responsável por administrar o fundo patrimonial da Harvard University, um dos maiores endowments universitários do mundo. Criada para gerir os investimentos que financiam bolsas, pesquisas, salários de professores e a manutenção da universidade, a HMC aloca recursos em diversas classes de ativos, como ações, renda fixa, imóveis, private equity e, mais recentemente, ETFs ligados a criptomoedas. Seu objetivo principal é preservar e ampliar o patrimônio da instituição no longo prazo.

A estratégia envolvendo Bitcoin também vem sendo questionada. Segundo o jornal estudantil The Harvard Crimson, alguns acadêmicos criticaram a exposição a criptomoedas. Andrew F. Siegel, professor de finanças da Universidade de Washington, classificou o investimento como arriscado, citando a queda de 22,8% no ano e a ausência de valor intrínseco como pontos de preocupação.

Share:

Newsletter Updates

Enter your e-mail address below to receive news

Stay informed and not overwhelmed, subscribe now!