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A KAST announced na semana passada uma rodada Série A de US$ 80 milhões, concluída menos de 18 meses após o lançamento da plataforma. A rodada foi liderada pelos fundos QED Investors e Left Lane Capital, com participação de Peak XV Partners, HSG e DST Global Partners.
A empresa se descreve como uma plataforma financeira baseada em stablecoins para pessoas e empresas que operam além das fronteiras: conta bancária em dólar, cartão de débito carregado com USDC, USDT ou USDe, rendimento sobre saldo e pagamentos internacionais.
Desde o lançamento, a KAST acumulou mais de um milhão de usuários e processa perto de US$ 5 bilhões em volume de transações anualizado. A receita dobrou desde o fim de setembro de 2025.
O foco declarado do novo capital é a expansão para América Latina, América do Norte e Oriente Médio. O Brasil aparece explicitamente como mercado estratégico.
Israel Buzaym, country manager da KAST no Brasil, disse ao Cointelegraph que o país se destaca pelo nível de digitalização e pela abertura à inovação financeira, num momento em que “a infraestrutura financeira está passando por uma mudança importante, com soluções digitais e baseadas em blockchain ganhando espaço em operações internacionais”.
O interesse é compreensível. O Brasil tem um dos maiores volumes de adoção de stablecoins da América Latina, impulsionado em parte pelo uso como proteção cambial e remessa internacional. O avanço da regulação de criptoativos no país cria um ambiente mais previsível para empresas que esperam licenciamento e conformidade, justamente duas das frentes em que a KAST vai alocar parte do novo capital.
Além da expansão geográfica, o investimento vai financiar o lançamento do KAST Business, voltado a empresas que precisam movimentar dinheiro entre países usando stablecoins como trilho de pagamento e liquidação.
A empresa também planeja ampliar a equipe em engenharia, compliance e operações. Nos últimos meses, contratou profissionais vindos de Stripe, Revolut, Binance, Circle e Airwallex.
O contexto favorece a tese. Segundo dados da Artemis Analytics, o volume global de transações com stablecoins cresceu 72% no último ano, ultrapassando US$ 33 trilhões — número que já supera os volumes combinados de liquidação on-chain das principais redes de cartão.
Nigel Morris, cofundador da QED Investors, que liderou a rodada, resumiu a aposta da seguinte maneira: “A tecnologia de stablecoins tem o potencial de remodelar o futuro das finanças.“