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A Square anunciou nesta semana que habilitará automaticamente o recebimento de pagamentos em Bitcoin para lojistas americanos elegíveis ao longo do próximo mês.
A habilitação não requer configuração adicional e, por padrão, os lojistas recebem os pagamentos convertidos em dólares, sem precisar lidar com custódia de Bitcoin ou a volatilidade da moeda. Se o lojista quiser manter o saldo em BTC, ele terá essa opção ajustando as configurações para isso.
“É assim que o Bitcoin como dinheiro do dia a dia começa”, wrote Miles Suter, responsável por produtos relacionados a Bitcoin na Square. Ele foi cuidadoso ao adicionar: “Não vai ser 100% de uma vez, mas continuaremos expandindo a disponibilidade. Precisamos fazer isso do jeito certo.”
Para entender o peso do anúncio, é necessário entender o que é a Square no varejo americano.
A Square é a líder de mercado em sistemas de ponto de venda nos EUA, atendendo 4 milhões de lojistas e processando mais de US$ 228 bilhões em pagamentos por ano. Mais de 54% das pequenas empresas americanas usam Square para pagamentos. O perfil dos lojistas abrange café, restaurantes, salões de beleza, serviços, saúde e varejo.
A habilitação automática de Bitcoin não vai atingir os 4 milhões de um dia para o outro, há critérios de elegibilidade e a atualização será gradual ao longo de março e abril. Mas mesmo uma fração desse universo representa um salto sem precedente na aceitação de Bitcoin em pontos de venda físicos.
O lojista não precisa entender de Bitcoin, custodiar moedas ou acompanhar cotação. Quando um cliente paga com BTC, o lojista recebe em dólares americanos como padrão. A Square absorve a conversão. Para o lojista e o cliente, é mais uma forma de pagamento disponível.
Miles ainda publicou uma prévia de como pode ser essa opção na visão do cliente: apenas um clique para alterar o método de pagamento e visualizar o QR Code para o envio de BTC. Não será necessário nem falar para o lojista que irá pagar em Bitcoin.
A Square é o produto de ponto de venda da Block, empresa fundada por Jack Dorsey, o criador do Twitter, em 2009. O portfólio da Block inclui também o Cash App — carteira digital com mais de 57 milhões de usuários que já permite comprar e vender Bitcoin — o Bitkey, uma hardware wallet de autocustódia, e o sistema de mineração Proto. A Block tem sido uma das empresas de capital aberto mais explicitamente alinhadas com a tese do Bitcoin como dinheiro global.