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“Se você está aqui ilegalmente, não há espaço para você no nosso sistema financeiro“, declarou o Secretário do Tesouro Scott Bessent em uma publicação no X no ano passado, em resposta a um alerta do FinCEN sobre transferências internacionais de fundos. Na quinta-feira, ele foi lembrado dessas palavras diante do Comitê Bancário do Senado dos Estados Unidos, quando o Congresso solicitou uma atualização sobre as medidas do Tesouro para combater a imigração ilegal.
Bessent afirmou que orientou os reguladores a “reforçar o KYC (Know Your Customer), para garantir que todos dentro do sistema bancário regulado estejam em situação legal”, acrescentando que “estamos incentivando os bancos a serem mais proativos” e que “estamos considerando uma reavaliação completa da base de clientes”.
Referindo-se a Minneapolis como “um foco de desperdício”, o Secretário destacou que grande parte das fraudes e abusos ocorre fora do sistema bancário, em empresas de serviços financeiros que enviam dinheiro para o exterior. “Essa é uma vulnerabilidade que identificamos no nosso sistema e estamos agindo com rigor contra ela.” No início de janeiro, o Tesouro emitiu uma ordem de direcionamento geográfico que reduziu os requisitos de declaração de movimentações em espécie de 10.000 dólares para 3.000 dólares.
“Também intensificamos as ações na fronteira sul“, disse Bessent, “porque descobrimos que muitos cartéis estão utilizando essa região para lavagem de dinheiro, e fizemos isso de forma direcionada, em vez de aumentar os custos para todos os bancos.” No ano passado, o Tesouro reduziu os requisitos de declaração de movimentações em espécie em 30 jurisdições ao longo da fronteira mexicana, de 10.000 dólares para apenas 200 dólares.
As medidas, segundo Bessent, são necessárias porque muitos Relatórios de Atividades Suspeitas (SARs) são apresentados “depois que o estrago já está feito“. “Eu acredito na vigilância financeira sobre remessas que não deveriam ser enviadas”, concluiu Bessent, “e também precisamos saber para onde o dinheiro está indo.” Caso implementadas, essas ordens tendem a aumentar o encerramento de contas de clientes com nomes estrangeiros, devido à elevação dos custos operacionais.
Há cerca de 230 mil brasileiros ilegais nos Estados Unidos, segundo dados do Pew Research Center e boa parte deles envia dinheiro para o Brasil.
De janeiro a setembro de 2025, as remessas legais de brasileiros nos EUA subiram 2,8% e chegaram perto de US$1,7 bilhão, de acordo com o Banco Central do Brasil. Fora dessas estatísticas oficiais, existe uma parcela cada vez mais de brasileiros que utilizam serviços fora do sistema tradicional, o chamado “dólar cabo”.
Por meio desse “dólar cabo”, um brasileiro deixa dólares na conta de um intermediário com liquidez no Brasil, que apenas transfere o PIX para a conta indicada. Para fazer o serviço, o intermediário cobra até 10%, segundo nossas fontes em Miami.
Muitos bancos norte-americanos permitiam até mesmo que imigrantes ilegais abrissem conta, não requerendo documentos que provassem a legalidade da pessoa no país. Contudo, com normas mais estritas, os bancos podem não apenas requerer mais documentos, mas até mesmo fechar as contas de ilegais.
E é nesse momento que os criptoativos podem se tornar cada vez mais populares aos brasileiros. O bitcoin e outros criptoativos descentralizados podem ser negociados livremente entre os usuários e enviados a baixo ao redor do mundo.