Strategy voltou ao lucro depois de ficar US$ 11 bilhões no vermelho com Bitcoin

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A Strategy, antiga MicroStrategy, voltou ao território positivo nesta sexta-feira, 17 de abril. Com Bitcoin negociando acima de US$ 77.870 em certo ponto do dia, a empresa de Michael Saylor registrou lucro não realizado de US$ 1,8 bilhão sobre seu estoque de 780.897 BTC, adquirido a um custo médio de US$ 75.577 por moeda.

O total investido pela Strategy até agora é US$ 59 bilhões; o estoque vale aproximadamente US$ 60,8 bilhões.

O gatilho imediato para a alta foi o anúncio da reabertura do Estreito de Ormuz entre EUA e Irã, que derrubou o prêmio de risco geopolítico no petróleo e empurrou ativos de risco para cima — Bitcoin entre eles.

O trajeto entre US$ 32 bilhões de lucro e US$ 11 bilhões de prejuízo

Em 6 de outubro de 2025, quando o Bitcoin chegou perto de US$ 125.000, a Strategy detinha 640.031 BTC comprados a custo médio de US$ 73.983. O ganho não realizado naquele momento era de US$ 32 bilhões. Saylor não vendeu nada.

Nos meses seguintes, o preço do Bitcoin caiu. No dia 6 de fevereiro de 2026, o Bitcoin tocou US$ 59.930 — e a Strategy já havia comprado mais moedas durante a queda, a preços acima da mínima.

Cotação do Bitcoin vs. preço médio da Strategy | Gráfico: Protos

Com 713.502 BTC adquiridos por US$ 54,26 bilhões a custo médio de US$ 76.052, a posição valia US$ 42,7 bilhões. O prejuízo não realizado chegou a US$ 11,5 bilhões, ou -21,2%.

Compras feitas na alta do BTC

Em matéria recente, a Protos documentou um padrão consistente nas compras da Strategy: a empresa tendeu a comprar na metade superior de cada semana de negociação, não nos fundos. As aquisições do Q1 2026 tiveram custo médio ponderado por volume de US$ 80.929 por moeda — acima do custo médio total e bem acima dos preços praticados durante a queda.

Isso significa que as compras feitas durante o drawdown, em vez de reduzir o custo médio, contribuíram para elevá-lo. A empresa que em outubro tinha US$ 32 bilhões de lucro hoje tem US$ 1,8 bilhão — uma diferença de US$ 30 bilhões apagada em seis meses de movimentação de preço e compras realizadas em momentos não tão favoráveis.

O que a Strategy representa como experimento

Saylor se comprometeu publicamente a nunca vender Bitcoin. Essa promessa foi testada durante uma queda de mais de 20% no valor contábil do ativo principal da empresa. A estrutura resistiu: nenhum BTC foi vendido e os dividendos de ações preferenciais foram pagos no prazo.

Até que a reabertura do Estreito de Ormuz e a recuperação do Bitcoin de 30% a partir da mínima de fevereiro trouxeram os números de volta ao verde.

A margem atual de US$ 1,8 bilhão de lucro sobre US$ 59 bilhões investidos é de apenas 3%. Mas, por enquanto, não precisamos nos perguntar até onde a Strategy aguenta sem vender.

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