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Como enviar dinheiro para o Paraguai? Faça isso pagando menos impostos legalmente

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A partir desta semana, qualquer brasileiro pode usar o Pix para pagar em estabelecimentos físicos credenciados na Argentina. A novidade é resultado de uma parceria entre o Banco do Brasil e o Banco da Patagônia, subsidiária argentina da instituição brasileira.
O funcionamento é simples: o estabelecimento exibe um QR Code numa maquininha ou dispositivo compatível, o usuário lê o código pelo aplicativo do seu banco (não precisa ser o Banco do Brasil) e confirma o pagamento Pix.
Não é necessário cadastro prévio, conta em banco argentino ou qualquer configuração especial. O próprio aplicativo realiza a conversão cambial automaticamente no momento do pagamento, exibindo o valor em reais, pesos argentinos e dólar.
O débito ocorre diretamente na conta corrente ou poupança brasileira, e a transação aparece no extrato como um Pix comum e o débito do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Do lado do comerciante, no entanto, o valor é recebido em peso argentino.
O caminho contrário também já está funcionando desde fevereiro: comerciantes brasileiros podem receber pagamentos de correntistas do Banco da Patagônia via QR Pix no Brasil.
Para o turista brasileiro, há um ganho em conveniência. A Argentina tem sido um destino popular, em parte pela assimetria cambial que favorece o real, e a dificuldade de operar com dinheiro físico ou cartões internacionais com tarifas aceitáveis era um ponto de atrito. O Pix resolve esse problema de forma prática.
O Banco do Brasil informou que pretende expandir a funcionalidade para outros países das Américas, Europa e Ásia, priorizando regiões com maior concentração de brasileiros.
Há dois pontos que merecem atenção para quem pensa além da praticidade imediata.
O primeiro é o IOF. Por se tratar de uma operação de câmbio, a transação está sujeita ao Imposto sobre Operações Financeiras, tributo federal cobrado em operações cambiais. A alíquota atual para câmbio de viagem é de 1,1%, mas o governo federal já sinalizou interesse em revisar as alíquotas do IOF sobre transações internacionais — o que pode encarecer esse tipo de operação no futuro.
O segundo é a rastreabilidade. Cada pagamento feito via Pix no exterior é uma transação documentada: valor, estabelecimento, data e hora, tudo registrado no extrato bancário brasileiro e comunicado à Receita Federal como operação de câmbio. Para quem usa viagens ao exterior como parte de um planejamento financeiro mais amplo, isso é um dado relevante.
Não se trata de uma novidade absoluta, cartões internacionais já funcionavam assim. Mas o Pix, por sua natureza instantânea, de baixo custo e alta adoção, tende a substituir o uso de dinheiro físico com muito mais eficiência do que o cartão. O resultado prático é que uma parcela maior das transações no exterior passa a ser rastreável por padrão, não por exceção.
O lançamento do Pix na Argentina acontece numa semana em que o Brasil também debate os limites ao uso de dinheiro em espécie — a CCJ aprovou no Senado o projeto que restringe transações físicas e proíbe qualquer uso de dinheiro em transações imobiliárias. A direção dos dois movimentos é a mesma: mais digitalização, mais rastreamento, menos espaço para transações fora do sistema.
A integração do Pix com outros países é, sob esse ângulo, uma extensão natural dessa tendência. A infraestrutura do Banco Central brasileiro está sendo exportada, e com ela, o modelo de monitoramento de transações que o Pix permite.
Para quem viaja à Argentina a turismo e quer conveniência sem preocupações adicionais, o serviço é bem-vindo. Para quem pensa em privacidade financeira como parte do planejamento patrimonial, o dinheiro físico e criptomoedas utilizadas com cuidado à privacidade continuam sendo opções discretas.
Uma solução que abraça o melhor dos dois mundos é oferecida pela Soberano Pay: o comerciante recebe com total privacidade e o cliente paga com Pix sem cobrança de IOF. E o melhor é que essa tecnologia pode ser usada empreendedores de qualquer lugar do mundo, não somente da Argentina, desde que sua atividade seja totalmente legal.
Para o comerciante, é possível receber os valores em Bitcoin, USDt, Pix ou o saldo em cartão internacional. Para saber mais, entre em contato pela página oficial da Soberano Pay e garanta uma das vagas limitadas para começar a usar este serviço.