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O governo paraguaio lanzado nesta semana o Paraguay Investor Pass, um novo programa de residência permanente por investimento apresentado pelo ministro de Indústria e Comércio, Marco Riquelme, e pelo Diretor Nacional de Migrações, Jorge Kronawetter, durante missão oficial no Brasil.
O lançamento em solo brasileiro é emblemático: o país é a principal fonte de potenciais residentes paraguaios, com cerca de 246 mil brasileiros vivendo regularmente no Paraguai e quase 43 mil pedidos de residência feitos só em 2025.
O programa oferece residência permanente direta — sem passar pela residência temporária de dois anos que normalmente é exigida — para quem realizar investimentos em categorias específicas.
O Investor Pass aceita três categorias:
O processo será majoritariamente eletrônico. A presença física no país é exigida apenas para a emissão da cédula de identidade paraguaia.
O ministro Riquelme resumiu a lógica do programa: “Muitos queriam se radicar primeiro e depois desenvolver seus projetos. Hoje habilitamos essa possibilidade, vinculando a residência a investimentos que também dinamizam setores-chave.”
Além da residência direta, o programa inclui um incentivo tributário relevante: a alíquota de imposto sobre dividendos para residentes cai de 15% para 8%. Para quem tem participação em empresas — no Paraguai ou fora dele — essa diferença pode ser significativa no longo prazo.
Vale lembrar que o Paraguai opera com sistema tributário territorial: renda gerada fora do país não é tributada localmente. Isso significa que um residente paraguaio que recebe de clientes internacionais ou tem investimentos no exterior não paga imposto paraguaio sobre esses rendimentos.
A combinação de residência permanente, tributação territorial e dividend tax reduzido cria uma estrutura interessante para quem tem patrimônio ou renda diversificada.
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O Paraguai já tem o programa SUACE, que permite residência permanente via abertura de empresa com investimento a partir de US$ 70 mil ao longo de dez anos. O Investor Pass é uma alternativa para quem prefere não abrir empresa — e quer usar investimentos financeiros ou imobiliários como veículo de acesso à residência.
O timing do lançamento faz sentido. O Brasil caminha para aprovação da reforma tributária, o debate sobre IOF em criptomoedas e stablecoins ainda está em aberto, e o número de brasileiros buscando residência no Paraguai cresceu 50% em 2025 em relação ao ano anterior. O Paraguai está respondendo à demanda e aproveitando para atrair capital junto com os residentes.
Para quem está avaliando o Paraguai pela primeira vez, vale entender o mapa completo das opções:
A residência padrão por MERCOSUL não exige investimento — só documentação básica. Custa entre US$ 350 e US$ 400 em taxas oficiais, demora de um a três meses e começa como temporária por dois anos, podendo ser convertida em permanente depois.
A residência SUACE (via empresa) permite ir direto para permanente com investimento de US$ 70 mil ao longo de dez anos e criação de cinco empregos locais.
O Paraguay Investor Pass é a novidade: permanente direto via investimento turístico (US$ 150 mil), bolsa ou imóvel (US$ 200 mil), sem necessidade de abrir empresa.
Nenhuma dessas rotas garante automaticamente residência fiscal paraguaia — esse é um passo separado que exige número de identificação fiscal (RUC) e planejamento específico.
E residência fiscal e residência migratória são coisas distintas: ter a cédula paraguaia não significa que a Receita Federal brasileira vai te tratar como não residente. A saída definitiva do Brasil precisa ser formalizada para que a mudança tenha efeito tributário real.
A Soberano tem um guia passo a passo sobre como abrir empresa no Paraguai e uma análise de quanto você perde por estar no Brasil para quem quer entender o contexto mais amplo antes de tomar qualquer decisão.
Se precisar de ajuda profissional nessa decisão, entre em contato com nossos especialistas: